terça-feira, 26 de junho de 2012

O Valioso tempo dos maduros

 

 

O Valioso tempo dos maduros

O valioso tempo dos maduros
Mario de Andrade

"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

 Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

 Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

 Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade...

Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial."
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terça-feira, 19 de junho de 2012

Primeiro Fórum Nacional do PRB -





DISCURSO DO MINISTRO MARCELO CRIVELLA

Primeiro Fórum Nacional do PRB

Senhor Presidente Nacional do PRB, Marcos Pereira

Senhoras e senhores  Deputados Federais, Estaduais e Vereadores

Senhoras pré-candidatas e senhores pré-candidatos do PRB

Demais autoridades e amigos presentes a essa convenção.

O PRB é diferente.
Ele não é um condomínio de interesses pessoais, um palco para desfile de vaidades ou um trampolim para ambições desvairadas e vazias.

O PRB é diferente.
Ele é a forja das nossas convicções, um imenso alto forno onde se funde nossas  idéias e os nossos  ideais. É a  união de milhões  de militantes espalhados na vastidão do nosso território que se politizam, se organizam e se preparam para ocupar o poder e construir o Brasil dos nossos sonhos.

O PRB é mesmo diferente.
E todos hão de saber que o propósito que nos anima e o sonho que nos acalenta é a vocação de servir e  que  se materializa no idealismo e na renúncia e  vê no mandato a oportunidade  apostólica de cumprir uma missão.

O PRB é diferente.
É o partido  para quem na vida acredita,  que Deus coloca no coração do povo a generosidade e a determinação de fazer do menor o maior e do último o primeiro, quando no coração desse menor e desse último, existe o compromisso sagrado de fazer do interesse público a sua razão de existir.

O PRB foi ontem o nosso sacrifício para sua criação . Hoje é o nosso desafio. Amanhã há de ser o marco eterno  da nossa luta  política.

O PRB é diferente.
ELE É a herança de José Alencar Gomes da Silva  e há de trilhar o mesmo caminho de honra e dignidade que ele trilhou.

Nas  próximas eleições, o Pais assistira o crescimento  de um partido dinâmico onde cada militante será um legionário incansável que irá bater em cada porta de cada rua, em cada rua de cada bairro, e em cada bairro de cada cidade, e pagaremos qualquer preço, suportaremos qualquer encargo, as mais duras renuncias e os mais amargos sacrifícios , e venceremos todos os obstáculos  para fazer surgir nesse País  uma alvorada redentora, uma clarinada de fé e de civismo, uma mensagem de esperança a todos os corações de que é chegado um
novo tempo na política  em que um cidadão de bem não sinta vergonha de ser brasileiro.

Ao terminar  me permitam relembrar um fato.  Disseram na imprensa que nós não teríamos candidato a prefeitura de São Paulo. Insinuaram que agíamos com a sorrateira e contumaz malícia dos políticos profissionais. Tentaram convencer o povo de que havíamos negociado a candidatura de Russomano para assumir um Ministério.

O PRB é diferente.

A esses detratores da honra alheia vamos dar a resposta nas urnas.

Celso Russomano: Tres palavras companheiro: Vitória, Vitória, Vitória!!! 

domingo, 10 de junho de 2012

O ANEL DA FAVORITA
Por Claudete Cerqueira


        Em muitas culturas encontramos a mesma tradição de presentear a mulher amada com um anel.
        Nas histórias de amor de reis, rainhas, príncipes e princesas os pedidos de casamento sempre vêm representados por um anel de ouro cravejado de pedras preciosas. Um presente valioso para expressar  o grande significado daquele momento!
       Recentemente o mundo  girou em torno do casamento do príncipe William com Kate, consagrado com o lindo anel de safiras que pertenceu a Lady Di. Esse anel se tornou o principal objeto de desejo dos casais apaixonados e logo em seguida, mulheres de todo o planeta cobiçavam ter em seu dedo uma réplica daquela jóia de princesa, mas que acima de todo valor material declarava que o homem desejava fazer de sua amada...  a sua rainha! Que romântico!
     Pode até soar fora de moda, meio conto de fadas, mas será que a imortalidade dessas histórias não se deve ao fato  de carregarmos dento de nós o desejo mais profundo de encontrarmos nosso príncipe encantado? O que significa isso nos dias atuais? Para um número significativo de mulheres encontrar um homem de bem, confiável, com uma carreira da qual se orgulhe, que as façam se sentir amadas e apoiadas e que desejem construir com elas uma vida a dois, já é a concretização desse sonho.
     Mas, ainda hoje presentear uma mulher com um anel de noivado é um clássico e independente  do preço, é uma linda forma de materializar o amor! Por isso é tão fascinante acompanharmos os casamentos  reais, os casamentos das celebridades, pois eles projetam de forma mais glamourosa o desejo íntimo de encontrar de encontrar nesse mundo o nosso par e viver um grande amor!...
     Um amor que dure para sempre...um amor que seja eterno enquanto dure...um amor até que a morte os separe, e que,  às vezes, nem a morte consegue separar!!!Conheço  de perto um amor assim!
     Como o amor pode ser um presente e sua ausência um castigo?!...
     Mas viajando nas variadas formas de amar e de expressar o amor simbolizado num anel, me encantei com a história do anel da favorita. Em Istambul, na Turquia, antiga sede do Império Otomano, ainda se pode visitar o Palácio de Topkapi, que foi a residência oficial dos sultões por muitos séculos. Atualmente transformado em  museu ainda fascina os visitantes com histórias da Casa da Felicidade, o harém mais
famoso do mundo.
      O harém tem um significado para os turcos muito especial de lugar recluso,sagrado, longe de ser um local de orgias sexuais. Em decorrência da religião muçulmana todo homem tem direito a ter quatro esposas e a primeira esposa ocupa um lugar de destaque na hierarquia desse casamento.
     As princesas de outros países, mulheres da corte, e odaliscas habitavam o harém que era comandado pela mãe do sultão. As mulheres eram selecionadas para uma noite de amor com o sultão e a que conquistasse o seu coração seria eleita sua favorita recebendo o sultanado e podendo seu filho vir a ser o herdeiro e sucessor do sultão.
       O sultão presenteava cada uma de suas esposas com um anel. A primeira esposa, a favorita, recebia um anel com quatro anilhas de pedras preciosas. A segunda recebia um anel com três, a terceira, com duas e a quarta com uma anilha contendo as quatro pedras preciosas. Cada uma delas possuía um significado especial: o diamante - a pureza, a  safira - a esperança, a esmeralda - o paraíso  e o rubi - a fidelidade.
       O momento mais sonhado pelas mulheres era o de imaginar o sultão colocando em seu dedo aquele maravilhoso anel com quatro anilhas de pedras preciosas.
         O anel da favorita ostentava o poder em todas as suas manifestações. Era o troféu da mulher que dominava a arte de seduzir, de saber  se fazer amar e ser eleita "a favorita!"
          Acredito que não seja necessário ser sultaneza para exigir exclusividade. Relações de amor, de toda a ordem, consequentemente podem desejar fidelidade.
          Existem  muitas crenças a respeito de um amor bem-sucedido. Alguns pensam que o amor é doação total e podem acabar anulando...outros acreditam que o amor é uma conquista diária e vivem conquistando!
          São infinitas as formas de vivenciar uma relação amorosa, mas inquestionável constatar em nossa cultura, é que o amor exige dedicação e reciprocidade.
          Falando em reciprocidade não poderia deixar de mencionar o gesto mais tocante de todos os tempos, a meu ver, quando se fala em provas  de amor. É a história verídica de Wallis e Edward, um príncipe que renunciou ao reinado para viver ao lado da mulher amada.
           Wallis Simpson, a futura duquesa de Windsor, foi presentada por seu príncipe Edward III, que logo após anunciar a desistência do troco vai correndo ao seu encontro e lhe entrega um lindíssimo anel  de esmeralda personalizado com a seguinte frase:" we are ours now" que significa "nós somos nossos agora".
          Ela recebeu,  naturalmente, seu anel de favorita e soube desfrutar o verdadeiro e precioso amor que o príncipe dos seus sonhos e do seu coração lhe dedicava e juntos viveram felizes um amor recíproco e compartilhado.
          Ganhar um anel que registre os grandes eventos de nossa vida, como por exemplo, um noivado, um aniversário de casamento, o nascimento de um filho,e realmente uma experiência muito agradável é dá uma  forma concreta à emoção sentida, mas o mais importante mesmo é que com ou sem anel cada pessoa possa se sentir única, exclusiva, a eterna favorita do ser amado!
       
A todos que amam,
Feliz Dia dos Namorados!

Por Claudete Machado Cerqueira
Publicado na Revista Estilo Off ,  junho 2012.
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domingo, 20 de maio de 2012

História de uma linda moça...





Publicado em 09/05/2012 por
Claudete Cerqueira recita poema de Geraldo Alvim e Luiz Gonzaga Nuss Teixeira por ocasião da reunião semanal da Associação Voluntários Amigos de Itaperuna - AVAI - no dia 08 de maio de 2012, antevéspera do 123º aniversário de Itaperuna. Cujos autores são Presidente e Vice-presidente da Associação.

Estava chovendo, por isso barulho ao fundo.
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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mães descoladas…avós antenadas e bisas encantadas!



Mães descoladas…avós antenadas e bisas encantadas! 
Por Claudete Machado Cerqueira 
     
                          
                                              Lasar Segall - maternidade 1931


Quando minha primeira filha nasceu fui arrebatada por uma emoção tão forte que me fez compreender a dimensão da maternidade. Experimentei  sensações que se apoderaram de todos os meus sentidos, mas mesmo assim eu não conseguiria descrevê-las!

Na tentativa de transformar esse momento em imagens poderia dizer que a chegada daquela criança se traduzia em corações em festa, celebração grandiosa como um céu de réveillon na praia de Copacabana com todos aqueles fogos de artifício, luz, cores, sons e formas explodindo, se derramando e desenhando o céu. Era verão e por coincidência, véspera de ano-novo e a cidade já iniciava suas comemorações em ritmo de carnaval.

Meu primeiro e único ano-novo dentro de um hospital foi o melhor de toda a minha vida! À meia-noite, ao som dos fogos, agradecida e temerosa ao mesmo tempo com a missão que eu recebia, pedia a Deus que me orientasse, protegesse minha filha e fizesse de mim uma boa mãe.

Dois anos e meio se passaram e mais uma pessoa chegava para ampliar e concluir nosso projeto de construção familiar: nascia nossa segunda filha! Porém desta vez vivi a mesma forte emoção de forma completamente diferente. A sensação de beleza imensa vinha revestida de pura mansidão! Tinha o sabor do friozinho aconchegante das noites de inverno na serra, em frente à lareira, olhando a linda lua cheia refletida num lago azul, ouvindo  serenata de Schubert em harmonia com os sons da natureza. Cabiam aqui perfeitamente as frases de Luiz Vieira: “parto de ternura, paz do meu amor”.

Quando a vida me surpreendeu anunciando que chegou a hora de me tornar uma avó sofri um tremendo impacto. Estava feliz, mas confusa! Como isso podia acontecer comigo? Ainda me sentia tão jovem e não estava preparada para administrar tantas situações ao mesmo tempo!” Me sentia no olho do furacão!  

Tive que admitir que cinquenta e poucos anos se passaram e agora eu era uma cidadã de meia-idade. Essa frase clichê inicialmente me trouxe uma carga horrível. Puxa vida, logo eu que me empenho tanto em ser uma pessoa atualizada... O que isso tem a ver? Mas, fui me acalmando, assimilando os fatos, focando o lado bom dos acontecimentos e então pude entender e me apoderar da graça que me foi enviada.

A gravidez de minha primeira filha me fez reviver todas as alegrias e inquietações de minhas duas gravidezes, porém com muito mais leveza.

Chegou a hora do parto!

Quando vi meu neto pela primeira vez fui tomada por uma sensação de encantamento e gratidão a Deus que mais uma vez nos abençoava! Nascia João Gabriel transformando nossas vidas num oceano de amor! Assim que o peguei no colo, imediatamente improvisei uma breve e amorosa canção de ninar: ”João Gabriel, João Gabriel, menino amado, presente do céu!”
Na minha cabeça um filme se passava ao som do meu agitado coração!
Era uma mistura de sonoridade imponente de uma orquestra sinfônica com sons muito suaves de uma caixinha de música!

 É assim... os sentimentos brotam!

Sabemos ser filhas e aprendemos com nossas mães que a maternidade é experimentar um amor sem limites! Cada filho que chega é amado de forma única! Podemos ter mais afinidade ou facilidade de comunicação com um ou outro, mas o amor que pertence a cada um deles é indiscutível!

É possível exercer a maternidade (no seu mais amplo conceito) de muitas formas. Existem mães biológicas, mães adotivas, tias, madrinhas, professoras, avós e até madrastas que  podem se revelar ótimas mães!

Penso nas enfermeiras, que parecem fazer de cada ser frágil e acamado nos hospitais, um filho seu! Nos padres, freiras e voluntários que recolhem órfãos e lhes dão um lar, uma família, uma profissão.

E o mais incrível é podermos constatar que nos dias atuais alguns homens têm assumido a guarda dos seus filhos e os criam lhes dedicando todo amor que a mãe não pode lhes dar.

O mundo mudou... a família mudou e assume as mais diferentes combinações.
Vemos mães descoladas, trabalhadoras e produtivas. Também encontramos  mulheres que assumem categoricamente que não desejam ser mães. Que bom quando a maternidade pode ser uma escolha!

Na versão atual das avós encontramos mulheres cada vez mais “antenadas”, ocupadíssimas com sua agenda, no auge de suas carreiras ou ocupadas com sonhos a realizar, mas que sempre encontram um tempo pra falar e conviver com os netos! Se alguém perguntar por eles tem assunto pra noite inteira.... Cá pra nós, vamos nos tocar que deve ser uma chatice ter que aturar tanto deslumbramento!

Fato maravilhoso dessa geração é a presença gloriosa das bisas!

Elas surgem e se multiplicam no cenário, cada vez mais orgulhosas e fascinadas  em poder vivenciar a maternidade se expandindo e atravessando gerações. Poder conviver com elas e desfrutar do amor que só elas sabem dar, é realmente uma dádiva!

Amar, acolher, proteger, orientar, fazer com que o outro se sinta bem-vindo e desejado pode fazer toda diferença! Experimentar a sensação protetora e integradora que o amor materno pode propiciar é algo determinante na vida de uma criança.

Ao nos tornarmos mães, avós e bisavós podemos confirmar a nossa verdadeira arte de amar!

Parabéns às mães descoladas, avós antenadas e bisas encantadas que com o ingrediente mais precioso da criação, “o amor” , encontram remédio para todos os males, transformam em doçura as amarguras da vida e quando sentimos medo da escuridão,  sabem nos mostrar as estrelas reluzentes no céu!

Parabéns a todos que exercem de alguma forma a maternidade!

FELIZ DIA DAS MÃES!

 Por Claudete Machado Cerqueira
 Publicado na Estilo OFF - Maio 2012

                                                                                                   

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Sou de Itaperuna!



Sempre que viajo gosto de observar a relação do povo com a cidade em que mora.
As cidades podem ser apreciadas pela bela paisagem, pelo clima, pelo que têm a oferecer no comércio, na indústria, na saúde, na educação, na agricultura, mas tem algo que as tornam incomparáveis, que é o sentimento que seu povo nutre por elas.
Os norte-americanos ostentam tanto orgulho pela sua cultura que a encontramos estampada nos símbolos, nas peças de teatro e nos filmes que contam a história do povo americano. Conseguimos perceber esse sentimento quando passeamos por suas cidades e vemos sempre muitas bandeiras hasteadas em prédios públicos e particulares exibindo o orgulho nacionalista. Se vamos a Disney World notamos o quanto eles se esmeram em enaltecer e tornar inesquecível a história do seu País. As crianças estudam política nas escolas e é comum que os alunos saibam de cor o nome de todos os presidentes. Eles divulgam muito o turismo interno e valorizam a diversidade cultural americana transformando-a em belíssimo espetáculo, altamente rentável e que nos faz acreditar que aquele povo é mesmo “o máximo!”.
Em Nova York assistimos um verdadeiro desfile de camisetas “I       NY “que são vendidas como água, pois os turistas acabam sendo contagiados por aquele sentimento de pertencer a algo grandioso! Eles amam o que são, fazem questão de divulgar esse sentimento e querem ser reconhecidos por isso. Entenderam que, intimamente, todos querem fazer parte de algo e ter motivos para se sentir orgulhosos do que têm ou do que são e transformam isso numa mercadoria que valoriza a cidade e gera uma ótima receita!
Algo similar percebi no filme “Cartas para Julieta” em Verona, na Itália, cidade em que se passa o romance ROMEU E JULIETA. A prefeitura local percebeu que mulheres desiludidas ou desesperadas com suas histórias de amor escreviam cartas para Julieta se lamentando, desabafando e pedindo aconselhamento. Se valendo disso, a administração municipal pôde detectar o potencial turístico que o romance shakespeariano lhe presenteou e então elaborou um belo projeto para transformar o apelo do romance em atração local.
Transformar essa subjetividade em algo que desse oportunidade de viver e reviver as várias facetas das histórias de amor, foi uma ideia sensível e inteligente  que alcançou enorme sucesso e continua dando à cidade um certo encantamento com sabor de esperança e  consequentemente adicionando muitos euros aos cofres públicos.
Sinto-me gratificada quando percebo a manifestação desse sentimento pelo povo de Itaperuna como em: Black Stone - banda de rock; o Itaperuna BlacKStones - jovem time de futebol americano;  o Itaperuna  Futebol Clube; a Associação Amigos Voluntários de Itaperuna -  a Avaí; a Ita Mulher; os Leões da Pedra Preta - bloco carnavalesco e o já extinto blog Cadê a Pedra Preta? Aqui encontramos um sentimento que identifica as pessoas e expressa um pertencer. É como se elas dissessem: - Eu faço parte de tudo que acontece aqui! - Eu sou dessa cidade e essa cidade me pertence!
Tomara que estes exemplos possam ser motivo de inspiração para muitos outros movimentos que virão!
A primeira vez que me deparei com essa sensação tão integradora foi no baile de aniversário do Lions Clube. Todos comemoravam aquele momento demonstrando alegria, orgulho, amizade e união em prol da mesma causa. Foi lindo ver o quanto um ideal tão nobre e ao mesmo tempo desprendido pode unir as pessoas mais privilegiadas em função de ajudar as menos favorecidas da cidade!
Fiquei pensando que se pudéssemos estender esse sentimento despertando novas ações em outros grupos, poderíamos formar uma grande corrente do bem-estar, do crescimento e da melhoria da qualidade de vida de nossa população, patrocinada pela boa vontade do povo de Itaperuna sem ficar refém do poder público!
Itaperuna recebe de braços abertos grandes empresas que só procuram a prefeitura para saber o que o que ela tem a dar, mas depois que recebem seus grandes lucros nem sequer se lembram de retribuir à cidade um pouquinho do que receberam! Se essa visão mudasse e pensássemos em fazer o jogo do ganha-ganha (termo da neuro-linguística) certamente todos sairiam lucrando, pois quanto mais a cidade crescer, mais crescerão os lucros de todos que vivem e trabalham aqui.
Refletindo sobre nossa riqueza cultural logo me vem à mente a Sociedade Musical Itaperunense, os grupos folclóricos, os nossos artistas fantásticos, as bandas de rock (como o Corcel 74), as comidas típicas, as nossas fazendas históricas, as folias de reis, nossos artistas plásticos, escritores, sambistas, atores, artesãos que tão bem nos representam. Também não podemos esquecer de mencionar a qualidade do ensino público e privado e a postura comprometida dos nossos educadores. Pensar num símbolo ecológico da cidade me faz imaginar avenidas floridas de ipê amarelo, que além de beleza, trariam o frescor tão desejado ao nosso clima quente!
Que saudável é beber água mineral do nosso distrito de Raposo que tem suas águas com propriedades similares às águas de Vichy, na França! Desfrutar o prazer dos lugares paradisíacos como a bela ilha do Itapoã! Me imagino naquela margem de rio de uma praia fluvial, não seria delicioso?! Passear na beira-rio, num belo calçadão propício para caminhar, namorar, beber água-de-coco, observar a natureza e assistir ao espetacular voo das garças ao entardecer! E para acalentar nossos sonhos poderemos nos trajar com as melhores opções da moda-noite das confecções locais e dormir em lençóis que acariciam nossos corpos!
É tanta coisa boa que nem dá para enumerar!
Acredito muito no potencial de nossa cidade e principalmente nas características do nosso povo afetivo e acolhedor, mas acho que temos capacidade de desenvolver ações coordenadas, parcerias de sucesso, decorrentes da união das pessoas da sociedade para que possamos sentir o valor de nossas origens e bem cuidar daquilo que nos pertence: do nosso lugar!
 Assim então, orgulhosamente, teremos motivos de sobra para podermos sempre dizer: SOU DE ITAPERUNA.

 Claudete Machado Cerqueira
Publicado na Estilo OFF- Abril 2012
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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Pré-convenção do PRB (Partido Republicano Brasileiro)



Neste sábado (31/03), o Partido Republicano Brasileiro realizou a pré-convenção de legenda em Benfica, Rio de Janeiro, para tratar das pré-candidaturas majoritárias e proporcionais nas eleições de 2012. O partido pretende lançar 16 candidatos a prefeito e 25 a vice.

O presidente regional do partido, deputado federal Vitor Paulo, principal responsável pela articulação das candidaturas majoritárias do PRB, destacou o que pretende alcançar nas futuras administrações republicanas. “Estamos fazendo hoje uma prévia do que vamos aprovar na convenção de junho. A partir de agora, vamos fazer pesquisas e avaliar as candidaturas. Todos terão que adaptar seu plano de governo ao jeito republicano de governar. Outras duas questões importantes a partir de hoje serão a intransigência com a ficha limpa e a busca por alianças. Nesse caso, estamos abertos às articulações, sem qualquer restrição partidária”, afirmou Vitor Paulo.

O senador Eduardo Lopes, também reforçou o tom otimista do encontro retratando o legado deixado por José Alencar como presidente de honra da sigla. “Fiz um discurso essa semana no plenário em homenagem ao eterno presidente de honra do nosso partido, o inesquecível José Alencar, e dizia do otimismo que ele tinha pela vida. Algumas vezes ele saía do hospital e seguia direto para a sala da vice-presidência da República, para trabalhar normalmente. Pensando nisso, propus a criação do Dia do Otimismo pela Vida. Quanto às eleições, estou aguardando com ansiedade a noite do dia 7 de outubro, porque tenho certeza de que sairemos vitoriosos em diversos municípios, e que nossos candidatos vão governar pensando no povo e pensando no pobre”, ressaltou Eduardo Lopes.

Mais sobre o evento em:

quinta-feira, 8 de março de 2012

Coragem de Mulher



Na era da tecnologia e da informação somos bombardeados a todo o momento com fatos importantes e temas instigantes.  A discussão da vez parece ser se o mundo vai ou não acabar. Se isso é uma questão científica ou uma questão de fé, deixo para os especialistas essa incumbência, mas o que parece mesmo estar no cerne da questão é a grande NECESSIDADE DE MUDANÇA pela qual clama a sociedade.
Assistimos pelos veículos de comunicação  a mobilização realizada por grupos que exigem o fim da impunidade e da corrupção e  vemos a participação em massa do povo que quer expressar a sua indignação. Esses movimentos tomam enormes proporções nas maiores cidades do nosso país e se alastram  Brasil  adentro conseguindo aplausos, apoios e adesão da sociedade. Todos  estão cansados  daquele velho modelo repetitivo, sem  respeito e sem criatividade. Um sistema criado para privilegiar uma minoria e desfavorecer a grande maioria. É o poder pelo poder!  Até mesmo nas eleições municipais só ouvimos dizer que: QUEM NÃO TEM GRUPO, NÃO SE ELEGE! O que é isso? O Município, o Estado, o País estão nas mãos de um grupo que coleciona privilégios para si mesmo e seus amigos? Vamos continuar permitindo  que as práticas políticas  caminhem na contramão do bem-comum?

 E vale a pena ressaltar que CORRUPÇÃO e   IMPUNIDADE têm sido alvo de denúncias nos 3 (três) poderes. Às vezes fica difícil saber o que é mais relevante no momento, devido à  grande quantidade de informações e denúncias que se pode processar em um só dia, porém o email de um filho de juiz, sr J. R. Guzo me chamou a atenção. Ele pergunta se queremos ficar apenas reclamando e nos mantendo inertes diante das poucas oportunidades que temos de nos unir pelo bem da sociedade ou apoiar a quem se expõe e luta com firmeza para mudar a triste realidade da corrupção e da impunidade que vigora dentro dos 3 (três)  poderes que nos regem.

Mas mudar, cobrar, acompanhar, conscientizar, tudo isso dá muito trabalho e às vezes  é mais fácil acomodar e ir levando.   É preciso ter coragem pra mudar. E coragem e determinação não são para qualquer um! Mas para surpresa e SORTE NOSSA desponta nesse cenário alguém muito especial, com garras afiadas e  muita disposição para lutar.

É o grande desafio que nossa ministra Dra. ELIANA CALMON está enfrentando. Pela primeira vez na história de nosso país, alguém ousa investigar o Poder judiciário, descobrindo e denunciando todo tipo de irregularidade e corrupção dos mais altos magistrados da mais alta corte do país. Porém, nos alerta Guzo,  quando o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) começa a tornar público o resultado de suas investigações das diversas instâncias do judiciário, a mais alta corte, o Supremo, e as associações de juízes, reagem e querem calar e paralisar a ação que representa a mais inteligente iniciativa para extirpar da sociedade, a corrupção, os abusos de poder, a impunidade e a morosidade do judiciário no País.

Conseguiram calar a juíza Dra. Patrícia Acioli que foi assassinada no Rio por policiais que ela investigava e para desmoralizá-la e apagar o seu brilho venderam sua imagem como uma mulher vulgar. Sempre que uma mulher consegue algo grandioso é comum que tentem apagar o seu brilho denegrindo  a sua reputação pessoal. Que lástima! Ainda sofremos com machismo e preconceitos! Quando vamos evoluir?

Agora que surge outra mulher de coragem para lutar que se faça justiça e a democracia reine soberana nesse país, então aparecem muitas tentativas para impedir que ela realize o sonho de uma sociedade que deposita todas as suas esperanças de lei, ordem e justiça no poder judiciário!

Os desembargadores, juízes, defensores, promotores de justiça são extremamente reverenciados por todos nós!  Esperamos que eles nos dêem a confiança e a segurança de que nossos direitos serão mantidos,defendidos e preservados.
Tomar conhecimento da corrupção de um juiz é para sociedade como perder um pai justo e protetor! É uma decepção... uma perda.. uma dor...uma desesperança...um sentimento de orfandade!

Mais uma vez podemos constatar que só mesmo a força e a determinação da mulher podem fazer toda diferença.
A mulher, que tem a sina de dar a vida, conhece  o verdadeiro valor do amor, e não lhe falta coragem nunca quando o assunto é proteger a vida... as muitas vidas de uma sociedade inteira!
 Assim foi  com Dra. Patrícia Acioli e  agora me comovo com Dra. Eliana Calmon, pois ambas mostram conhecer, no mais profundo sentido da existência, o que é CORAGEM DE MULHER!


Claudete Machado Cerqueira

Estilo Off – Março 2012
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domingo, 4 de março de 2012

Marcelo Crivela - Ministro da Pesca e Aquicultura


    A presidente Dilma Rousseff não conteve a emoção na cerimônia de Marcelo Crivella ( PRB - RJ) como Ministro da Pesca e Aquicultura.
Ao lembrar do ex- vice presidente, José Alencar, cuja morte completará um ano no próximo dia 29, Dilma disse, que o partido PRB, que era presidido por Alencar, deve ter representação nos ministérios.
Crivela homenageou  José Alencar e se referiu a ele como "o eterno presidente de honra do PRB". E que Alencar certamente estaria feliz ao ver " seu PRB assumindo o ministério da Pesca".
 O  novo Ministro, o amigo, Marcelo Crivella (PRB), assumiu o cargo com a promessa de "aprender rápido" sobre o setor pesqueiro no país. Ao reiterar que não sabe "colocar uma minhoca no anzol", Crivela admitiu desconhece o setor. Para justificar sua escolha em um setor que não domina, Crivela se utilizou de um discurso religioso: "...Muitas vezes, Deus não chama os mais qualificados, Ele não escolhe os mais qualificados. Mas sempre qualifica os escolhidos", disse.


Mais detalhes da posse, despedida do Senado e discursos na íntegra:


http://amigosdocrivella.com/
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sábado, 3 de março de 2012

Sylvia Jane Hodge Crivella receberá medalha Chiquinha Gonzaga.



No dia 8 de março de 2012, Dia internacional da Mulher, estou  entre os convidados  da escritora Sylvia Jane Hodge Crivella, que  será homenageada na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.


Receberá a mais alta comenda concedida a uma mulher no município do Rio de Janeiro, a medalha Chiquinha Gonzaga, das mãos do Vereador João Mendes.


A honraria foi criada pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro com o objetivo de homenagear personalidades femininas que reconhecidamente tenham se destacado em prol das causas democráticas, humanitárias, artísticas e culturais, no âmbito da União, Estados e Municípios.


Parabéns!
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Sylvia Crivella
“vivendo um dia de cada vez”

Sylvia Jane Hodge Crivella é carioca do Leblon. Cursou Letras na PUC e casou-se com Marcelo Bezerra Crivella em 1980. Tem três filhos e um neto.
Viveu na África como missionária com a família por quase dez anos. No final de 1999 voltou para o Brasil e junto com seu esposo participou da criação do Projeto Nordeste, uma fazenda nos moldes israelenses no sertão da Bahia.

Autora de dois livros:

O DESAFIO DE CRIAR FILHOS e TEMPO DE PAUSA. ambos direcionados ao público feminino.

Sylvia tem a  vocação para trabalhar junto aos excluídos, esquecidos e marginalizados.

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